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the book "Sao Paulo"
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Photography
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São
Paulo
Texto extraído do catálogo oficial da 23ª Bienal de São Paulo
Numa obra composta principalmente por esculturas e instalações, Carl Emanuel
Wolff aborda a questão do posicionamento, real e ideológico, da arte contemporânea.
Depois que a obra de arte, com o começo da modernidade e com a sua reivindicação
de autonomia, foi aparentemente liberada de sua função utilitária, bem
como de suas instâncias mediadoras, como a corte e a Igreja, a filosofia,
a teoria estética e a crítica de arte passaram a determinar e fundamentar
cada vez mais a arte. O pretenso espaço livre da arte, que se institucionalizou
em forma de museus e coleções públicas, não é, de forma alguma um campo
de ação de desinteressada complacência, revelando-se cada vez mais, pelo
contrário, como zona de proteção confinada como um gueto, na qual a obra
de arte, neutralizada ao ser exposta, aparece apenas como mercadoria,
cuja seleção, apresentação e produção são ditadas pelas leis do mercado.
Quando Carl Emanuel Wolff realiza suas obras paralelamente aos locais
de exposição tradicionais, em situações cada vez mais cotidianas, não
se trata da descoberta de lugares alternativos para a arte, mas sim do
propósito de questionar fundamentalmente as relações - museológicas e
cotidianas - que permitem tornar a obra de arte visível, complementando-a,
integrando-a ou anulando-a. Com isso, o artista utiliza locais e situações
em que o anonimato e a especialização levaram a uma síntese, a uma cultura
de mercado altamente desenvolvida, em que a individualidade da oferta
- como, por exemplo, a de um produto - libera uma mais-valia estética
que pode ser comparada ou confundida com a da obra de arte. O charuto,
produto de uma refinada cultura tabaqueira, age da mesma maneira que o
umidificador, o jogo de sinuca e o conto de fada: como uma forma artística
artificial, em que a imagem e o sentido se reúnem, sem que o significado
e a interpretação fixem, a priori, a percepção sensual desse encontro.
As obras de Carl Emanuel Wolff constroem estruturas abertas, em que as
condições para a percepção de uma obra de arte estão na dependência imediata
das possibilidades do observador de se decidir a considerar a obra como
algo artístico, para depois completá-la por meio de sua observação. Esse
princípio, que remete aos princípios da crítica de arte dos tempos românticos,
é tão mais provocante e de sérias conseqüências quanto mais a percepção
da arte e da obra prolifera, para acabar convertida em um círculo vicioso
que fundamenta enigmaticamente, por meio de uma crítica supostamente competente,
o que obedece, sem resistência, às leis do mercado. Se a realidade da
obra de arte, supostamente fictícia e calorosamente ansiada, se apresenta,
como nos trabalhos de Carl Emanuel Wolff, em meio a uma realidade cotidiana
qualificada de profana ou vice-versa, as separações artificiais tornam-se
não só transparentes, como também permeáveis, na medida em que os setores
arbitrariamente separados da arte e da realidade rompem suas delimitações
para atingir seus respectivos opostos. A arte se torna nesse caso real
e eficaz, na mesma medida em que a realidade passa a ser reconhecida como
uma construção determinada por ficções e inteiramente imaginária. Karin
Stempel
A outra interpretação
A nomeação para o cargo de comissária alemã junto à Bienal de São Paulo
pegou-me inteiramente de surpresa. Eis que, de repente, havia uma tarefa
estranha, mas igualmente familiar, a cumprir - uma chance que supunha
possibilidade e problema ao mesmo tempo. Poucas semanas antes, eu havia
criticado todas as bienais do mundo - e, inclusive, seus curadores - através
de um artigo literário, e agora me via integrada ao grande mecanismo da
arte. Duas idéias se impunham logo de saída: primeiro, não confirmar falsas
expectativas, como com relação, por exemplo, ao novo job, cujas tarefas
podem ser exercidas com erudição artística, alerta, perfeição, mas sem
o reconhecimento de que a arte pode ser outra coisa que não o simples
conhecimento dos pigmentos certos e das mais fidedignas revistas de arte;
e, segundo, não seguir por caminhos já experimentados, como, por exemplo,
o que se percorre com um grande nome atrás de si, como que a confirmar
aquilo que todos já esperam de antemão, tratando, pelo contrário, de aproveitar
uma oportunidade, no intuito de tornar uma outra coisa visível: uma insuficiência,
uma incapacidade talvez, mas, em todo o caso, uma insatisfação ante a
onipresente práxis do empreendimento artístico, sem que se possa dizer
ou saber, exatamente, qual seria uma solução viável e onde encontrá-la.
Os preceitos da Bienal eram claros: cada país só poderia se fazer representar
por meio de um artista ou uma artista, sobre uma área interior de aproximadamente
120 m2. Um empreendimento difícil para quem considera questionável a idéia
de que alguém ou algo ainda possa representar alguma coisa hoje em dia;
e uma tarefa irrealizável ante a questão de se a expressão da arte se
dá realmente entre as paredes brancas de um prédio de exposições, neutralizada,
numa zona de proteção situada entre 123 outras posições de um único aspecto
comum, qual seja, o de sua ligação à realidade e de sua importância só
serem definidas dentro de tais parâmetros por sua valia e sua participação
no mercado. Haveria outra coisa a considerar em lugar da representação:
a tentativa de descoberta de uma outra forma de participação, para, ao
invés de atuar dentro dos limites prescritos, tratar de evidenciá-los,
mesmo que isso implique o perigo de a arte acabar por se dissolver sem
limitação, indo se perder numa realidade que a torna, de um momento para
o outro, desinteressante. Encontrar um artista, uma artista, com o qual
ou com a qual se pudesse compartilhar essa ousadia, com absoluta confiabilidade
e expectativa ao mesmo tempo, parecia não ser fácil. Mas foi. E isto,
a partir do momento em que travei conhecimento pessoal com um artista
que só conhecia, até então, através de seus trabalhos: Carl Emanuel Wolff.
Deu-se um entrosamento mútuo entre nós, com muitas coisas se definindo
de imediato, sem quaisquer rodeios. Coisas surgidas, imaginadas e aproveitadas,
independentemente umas das outras. Nada de arte de exposição, mas sim
uma arte mais tendida à realidade; não a arte vista como realidade, mas
sim uma realidade tendida à arte. Um caminho, portanto, perigoso, a ser
percorrido, ainda por cima, sobre terreno desconhecido, para o artista
em maior e para mim em menor escala. Isso no Brasil! Ou, mais precisamente,
em São Paulo, que fica no Brasil, ou que também não fica, se assim o quisermos.
A primeira tentativa de aproximação foi viabilizada por uma viagem que
fizemos juntos até São Paulo, onde iríamos procurar lugares nos quais
a arte não viesse a ser vista como aperfeiçoamento da realidade, para
que esta, pelo contrário, a pudesse complementar. Um ponto de partida
comum, que não deixava de encerrar mútuas hesitações quanto à possibilidade
de toda a empreitada não passar de mera idéia fixa, de algo irrealizável
ou que até pudesse ser realizado, quem sabe, como interminável conversa
entre o artista e a curadora. Pensamentos, enfim, paralelos, com o desenvolvimento,
no entanto, de dois monólogos que só poderiam se encontrar, na melhor
das hipóteses, no infinito. Mas, foi então que surgiram os primeiros locais,
o que bastou para esclarecer tudo aquilo que parecia questionável - e,
por fim, insolúvel -, com relação à idéia e ao conteúdo da concepção.
Com isso, o projeto ganhou corpo. Partimos do espaço que nos foi reservado
na Bienal - uma área de exposição que seria paulatinamente transformada
em base de operações. Para nós, o mais relevante ponto de partida seria
o da saída propriamente dita; saída como elo de ligação entre o lado de
dentro e o lado de fora, num limiar conscientizado. A forma: um agência
de viagens - um trabalho de Carl Emanuel Wolff, que se referia a outros
trabalhos expostos do lado de fora do prédio, na cidade; trabalhos que
ali só seriam mostrados em forma de cartões-postais, localizados em plantas
urbanas e apresentados por estudantes da Falculdade de Arte Álvares Penteado,
FAAP, que formaram o corpo de pessoal de nossa agência de viagens. E mais:
um jardim no interior do prédio como zona de proteção entre o lado de
dentro e o lado de fora, onde se viam tapires e porcos-do-mato, tão por
acaso quanto uma mesa que podia ser encarada como escultura, ou uma escultura
que também funcionava como lustre - assim como aquela agência de viagens
que, além de ser uma agência de viagens, era também um trabalho de Carl
Emanuel Wolff.
Coisas inenarráveis e indescritíveis
A arte é algo que pode supor a percepção e o cultivo de um determinado
momento; assim como a arte também faz supor jogo, precisão, ternura, humildade,
liberdade, mostrando-se insegura, aberta, vulnerável, sempre situada entre
o fracasso e o sucesso, com um grande ponto de interrogação ante os olhos
e a mente, e uma saudade de motivação indefinida… E tem-se depois a impressão
de que, apesar de todos os mal-entendidos vigentes, algo terá dado certo
entre as culturas; talvez devido, justamente, à distância e à estranheza
que - como última possibilidade viável - viabilizam maior proximidade
com total esgotamento de todas as forças, sem proteção, para além de ideologias
e ismus, do admissível e do inadmissível. Seria até de se ver nisso uma
falsa crença em despropositada e - quase - cega revolução artística, que,
norteada pelo sucesso, comete um grave erro ao explorar caminhos alternativos.
No projeto aqui em pauta, o momento da subversão esteve sempre presente
e não foi, do o começo ao fim, mais do que uma precisa tentativa de se
viabilizar a captação de uma poesia que é tanto arte quanto realidade.
A abertura
Pinacoteca do Estado
Nossa apresentação não se deu na Bienal, mas sim um dia após sua abertura
oficial, na Pinacoteca do Estado. Foi um acontecimento que levou cada
um dos visitantes a se transformar num ator que, por haver comparecido
a nossa inauguração, tornou-se parte integrante da escultura. A abertura
foi, por si só, acontecimento e metáfora, encenação e quadro; foi introspectiva
e radiante ao mesmo tempo. Num dos átrios da Pinacoteca, o atual campeão
e o ex-campeão de sinuca do Brasil, Ratinho e Roberto Carlos, respectivamente,
disputaram um torneio de bilhar, ocasião em que foram apresentadas as
novas regras introduzidas a partir de agosto de 1996 nesse tipo de jogo.
À entrada daquele pátio interno, cada visitante recebeu uma das cerca
de 150 diferentes esculturas que haviam sido concebidas em forma de peixe,
e a manteve nas mãos até a hora de deixar o ambiente. As esculturas devolvidas
foram empacotadas e depositadas em prateleiras instaladas à entrada do
átrio, e ali ficaram expostas durante a Bienal. Assim como a mesa de bilhar
então utilizada utilizada e como o troféu do torneio nela disputado: o
bilhar-peixe.
Ranieri
Ranieri - uma tabacaria que é, provavelmente, a mais bela de São Paulo,
e onde se toma, ainda por cima, o melhor cafezinho da cidade - foi o primeiro
lugar escolhido para um trabalho de resultado inquestionável; e um lugar
que haveria de funcionar como o nosso primeiro local de transações. E,
tal como ocorreu com todos os outros lugares que encontramos, ele se nos
afigurou insubstituível. Não havia alternativa, porque aquele não era
apenas um local de exposição alternativo, mas sim a parte que ainda faltava
para a complementação do trabalho. A conversa encetada com o proprietário
Beto Ranieri, sobre a possibilidade de ele colocar seu estabelecimento
à nossa disposição, terminou poucos minutos depois com um simples "Let´s
do it". A montagem do trabalho na loja de Ranieri, que de início prometia
ser fácil, resultou em tarefa das mais difíceis. Até que, passados alguns
dias, chegou finalmente a hora: o lustre tabaqueiro, constituído por um
homem que dá fogo a uma mulher de cigarro na mão, ali estava, pendendo
do teto. À entrada da Ranieri, uma foto - o Dejeuner de l´artiste -, parecia
fazer publicidade para alguma marca de cigarro; outras fotos foram introduzidas
como correspondência clandestina nas vitrinas do estabelecimento. O jogo
entre a realidade e a arte pôde então começar. Um jogo que terminaria
empatado.
A Nova Noiva de Fernando Branco
Quem passa de carro pela Avenida Tiradentes avista inevitavelmente a loja
Nova Noiva, de Fernando Branco. Imponente e elegante, ela ali se encontra
como uma espécie de marca registrada, quase à entrada da Rua São Caetano,
no bairro da Luz, onde inúmeras lojas exibem as mais novas modas de enxoval
para casamento, com modelos para todos os gostos e preços em suas vitrinas.
No salão de Fernando Branco são trabalhadas rendas de Bruxelas e bordados
a missanga; ali trabalham costureiros de formação londrina e parisiense;
ali são criados "sonhos brancos". À noite - quando uns poucos vultos vagueiam
por ali -, as vitrinas da loja apresentam-se iluminadas, o que faz com
que as noivas resplandeçam na escuridão, quase inauditas, como que recortadas
sobre o fundo escuro da noite. Uma "festa para os olhos", quase barroca,
mas de efeitos também rococós - um lugar fantástico, de secreta celebração.
No âmago disso tudo, em uma das vitrinas centrais da Nova Noiva, cintila
um lustre: duas figuras de dorsos encostados, um homem e uma mulher que
parecem se formar, de cabeça para baixo, a partir do teto; um par transparente
e em si luminoso, que sustenta na palma de suas mãos abertas as ardentes
lâmpadas do lustre. Sob ele vê-se uma autêntica mesa, ao lado da qual
se encontra um respeitável vaso de flores, incidental e decorado, como
que a espera de um acontecimento iminente; talvez premonição, talvez promessa
- uma visão, que ali encontrou um resíduo no ornamento.
Esquina da Rua São Caetano com a Avenida Tiradentes
Uma árvore avulsa na esquina da Rua São Caetano com a Avenida Tiradentes,
ao lado da banca de jornais de José, o pai, e do ponto de venda de cigarros
de José, o filho; e uma ilha de trânsito que chega a constituir perigo
de vida. Foi então que, por motivo primeiramente inexplicável, passou-se
da suspeita à convicção de que aquele - e somente aquele - seria o lugar
adequado à deposição de um porco-do-mato tirado em bronze e de um bebedouro,
como protótipos do que possa ser uma obra plástica de exterior, imaginada
segundo a tradição do século XIX - fora de qualquer contexto e talvez,
por isso mesmo, em situação plenamente central. Arte de logradouro público,
que já quase desapareceu como obra de conceito verdadeiramente artístico.
Apesar dos maus agouros e das bem intencionadas advertências que chegaram
- não sem motivo - aos nossos ouvidos, ninguém deu sumiço naquele porco,
ninguém o borrifou com spray e nem o destruiu. Um motorista de táxi, que
nada estava sabendo a respeito de nossa ligação com aquilo tudo, perguntou
se eu já tinha visto aquele porco ali na esquina, e se não queria vê-lo.
"Ele apareceu ali de uma hora para a outra!" - disse. E, desde então,
ele sempre ria e meneava a cabeça ao passar por aquele porco da esquina.
Num outro dia, quando Mick ali estava para fazer umas tomadas, uma senhora
saiu de uma loja vizinha para nos dizer que gostava daquele porco, se
bem que não entendesse bem a sua razão de ser. Mas que gostava dele, gostava!
Depois, perguntou se o profissional se dignaria a tirar uma foto do porco
e, ato contínuo, desapareceu. Pouco depois surgia uma noiva - uma garota
que trabalhava na loja e que havia se vestido evidentemente às pressas.
Na Rua São Caetano, a noiva e o porco se entrosaram. O que se passa, afinal
? Em seu vestido branco, a noiva se ajoelha sobre o piso da calçada e
posa, sorridente, com o porco nos braços. Seu vestido de noiva ficou todo
sujo, mas tudo bem: na Rua São Caetano, a noiva e o porco se entrosaram.
O porco foi tão acariciado pelas mãos dos que por ali passaram que seu
lombo ficou lustroso; turmas de escolares foram vê-lo, para depois escrever
dissertações sobre ele. O porco já nada tinha a ver conosco, pois passara
a ser o porco da esquina formada pela Rua São Caetano com a Avenida Tiradentes.
As noivas de Davina
Paralela às vias férreas da Estação da Luz, a rua Mauá é uma via que nunca
foi e nem será um dia pisada por muitos moradores de São Paulo. Nela,
a violência, o crime e a prostituição tornaram-se lugar-comum. Mas, é
justamente ali que se encontra a loja de Davina: pertinho da Rua São Caetano,
meio à margem, quase off limits, à parte da comunidade publicitária. É
ali que ela vende seus vestidos de noiva. Em seu pequeno estabelecimento
de tapete vermelho e de nível um pouco inferior ao da rua, ela confecciona
pomposos trajes de noiva com o auxílio de costureiras. Vestimentas que,
por sua dedicação ao detalhe, costumam concretizar o esplendoroso brilho
dos grandes e estabelecidos salões. Esse é o sonho de Davina. E, para
muitas pessoas, essa espécie de conto de fadas - do qual seriam certamente
excluídas em outros lugares -, torna-se ali realidade. Os sonhos não possuem
lugar certo, configurando-se, no entanto, nas mais diversas formas. A
lenda da Branca de Neve e dos Sete Anões se passa em lugar comparável
ao das noivas de Davina - um lugar onde os sonhos andam em busca de sua
concretização. Certo dia deparamos com um cartaz que a própria Davina
expôs. Em sua loja, somos recebidos por um homem que não conhecemos. Poucas
vezes alguém terá definido tão bem os trabalhos de Carl Emanuel Wolff.
"THE GANG"
Have you tried the sundaes
with tons of caramel dressing
and the round cherry at top flashing red
like the sun of an incredible
shrinked tribe of merry pigmees?
if you say yes, welcome to the gang
if you say no, welcome to the gang
Can you figure Andy Warhol
dancing
with Leonardo in the
dome of some exquisite cathedral
built in the middle of the desert
and the music played by Mozart on the flute,
Paganini on the violin and Jerry Lee Lewis
on the piano
if you say yes, welcome to the gang
if you say no, welcome to the gang
Can you swim in rebellious time against
survival time where each moment is
eternity and each breath is poetry
if you say yes, welcome to the gang
if you say no, welcome to the gang
Can you ride a wooden horse in a merry-go-
round and turn your head and see at your right-
side Buddha, at your left side Jesus Christ and
in front of you, yourself. Can you answere me:
Who is seeing who?
if you say yes, welcome to the gang
if you say no, welcome to the gang
You meet a very beautiful woman, she smiles
at you and you try to date her, and it happens
that she´s Mike Tysons girlfriend and just
happens that he´s there and didn´t like your
move towards his woman, what you are going
to say:
a) you where kidding, by the way, you´re gay
b) that you where playing some compliments to
beauty in general, just admiring her like a greek
statue, in a very platonic way...
c) try to break the record of Carl Lewis?
if you don´t know what to do
welcome to the gang
if you do know what to do
welcome to the gang
Imagine yourself in an huge round bed, satin
sheets and heart shaped pillows, surrounded
by a bunch of naked and voracious women
like Marilyn Monroe, Mae West, Madame Pom-
padour, Messalina, Nastassia Kinski and so on,
when you pinch your flesh, it´s time to wake up
or that thing will turn into a wet dream, and
than you find out that´s no dream at all, but
plain reality, do you know what to do?
if you say yes, welcome to the gang
if you say no, welcome to the gang
Hey Man
Stop this nonsense
stop this bullshit
just tell me
What this fucking gang is?
It´s the common people´s gang
mankind´s gang
just the gang
just the gang
just
the gang
José Roberto Aguilar
(José Roberto Aguilar é artista, poeta e diretor do Museu Casa das Rosas,
em São Paulo)
Agradecimentos:
Descrever o processo de conversão de nosso projeto em realidade seria
algo impossível. Fica, porém o agradecimento a todos os que nos ajudaram,
e que nos deram a impressão de que não se sentiam envolvidos pelas idéias
de um artista e de uma curadora, mas sim por aquele que consideraram ser
"o nosso projeto".
Especiais agradecimentos:
Nelson
Aguilar e
Agnaldo Farias e equipe da Biena
Emanoel
Araújo e colaboradores da Pinacoteca do Estado
Beto Ranieri e colaboradores
Fernando Branco e colaboradores
Davina e colaboradores
Maria Isabel Branco Ribeiro e seus estudantes da FAAP.
Ausstellungsraum Thomas Taubert
Ratinho, Roberto Carlos e Jorge Kodama
Equipe de montagem: Hiromu Kinoshita, Mauro Massao Tomita e Sílvio Sizutoshi
Mitsugui
Tally Traksbetygier e Shirley Paes Leme
Colaboradores da Balcao - Chico e Marcelo
Sinergy
Labtec
Yvonne Heimpel e Carl Hugo e Leopold
Mick Vincenz
Sven Drühl, Peter Maria Baton, Birgit Koob, Fabian Weinecke, Herr
e Frau Kittel, Rolf Kaiser, Frank Herzog, Herr Pung, Irmin Vincenz, Hugo
Vincenz, Heide Heimpel, Peter Pfefferkorn, Martin Bochynek, Karl Lang,
Li Hagman Schmalenbach, Sabine e Neil Carter, Christian Zbikowski, Jaime
Stuart Granger, Daniel Fusban, Knut Wilhelm e Christina Barrosso, Christian
C. Wolff, Edith Wolff, Marcelo Kahns, Paulo Herkenhoff, Gilson Mesquita,
Claudia, Yussara e Eudes, Marcos e Chico, Ionit, Clara, Teresa, Darlene,
Lourdes, Sergio, Mônica e Key, Marcinho, Katia, Angelica, Marcelo
Reginato, Victor Nossek, Zelda, José, Paula, Fabienna, Luciana,
Eduardo, Edu, André, Talita Miranda, Wilma e Peter Overlack, Bartho,
Tatiane, Simone, Teresinha, Celso, Deni, Evy, Claudia Peroni, Clara, Carlita,
Lela, Valerie, Guilherme Dieken, John Ormrod, Carla, Lilian, Pieter, Monica,
Paulo Mendez da Rocha, Jara Kerstin, Martin, Pedro, Paulo, Lourdes, Toninho,
Janiqui, Arne, Ivaou, Catherine, America, Lousa Strina, Len und Malou
Berg, Sergio, Adjuisso, Jitto, Nara, Adimir, Paula Perissinotto, Eduardo
Longo, Virginia, Veronica, Helio, Roberto, Marcia, Christina, Adriana,
Kiko e Ana, Tati, Rai, Fatima, Renata, Thomas e Teresinha Schönhauer,
André Correia de Mattos, Tatiane Oliveira Ferreira Santos, Miriam,
Annette, Thomas Huber e Claudia Huber, José Pedro Habib', Isabella,
Martha, Rosalie, Ana Paula, Vladimir, Marina, Ralf Assmann, Kim Esteves,
Marco, Gitta, Donato, Sergio Ricardo Gobbi, Elaine, Francisco Luiz Piratininga,
Ana, Fabiana, Beli, Carlo, Lilian, Pedro Paulo, Lara, Teresa, Sidney,
Dori, Efigenia, Hélio, James Michel Granger, Claudia, Jelina Deuter,
Christiane Wolff, Mitarbeiterinnen und Mitarbeiter von Bremaphot Essen
Patrocinadores
Agfa
Hugo Boss
Colorstudio 27
Ferrostahl
Hoechst
Instituto Goethe
ifa
Labtec
Lufthansa
Schenker
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Stiftung Kunst und Kultur des Landes NRW
Tacolandia
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